quinta-feira, 5 de junho de 2014

Educação - avança ou não?

Recentemente, o Jornal ''O Globo'' publicou a seguinte matéria: ''Aluno processa professor por celular retirado em sala de aula e perde''. O caso foi levado à justiça pois, conforme alegações, o aluno ''passou por sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional após ter o celular retirado pelo professor''. O Magistrado julgou o pedido improcedente e proferiu a seguinte sentença:

''Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os ‘realitys shows’, a ostentação, o ‘bullying‘ intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira.''

Se eu fosse juiz também julgaria improcedente. Não me valeria dos argumentos de moral e bons costumes dele, e sim da falta de cabimento do pedido, uma vez que causas como essas sobrecarregam o Poder Judiciário e podem ser facilmente resolvidas com auxílio multidisciplinar de pedagogos e psicólogos no âmbito escolar. Pais poderiam ser orientados juntamente com as crianças, a fim de se estabelecer um trabalho conjunto entre todos os envolvidos. No entanto, faria crítica severa ao modelo educacional vigente, que remonta meados da década de 80. Ora, o país já percorreu e alcançou avanços significativos em termos de tecnologias. Não há mais condições de manter crianças e jovens sentadas durante horas em uma sala de aula, utilizando métodos arcaicos e pouco produtivos. Os jovens de hoje estão sendo bombardeados de informações - não por culpa de novelas, reality shows ou afins -, por conta dos mesmos avanços tecnológicos mencionados anteriormente. 

O país já deveria ter revisto seu sistema educacional. Essa crítica do nobre magistrado acerca da massa intelectiva improdutiva poderia ser facilmente contornada caso o Estado tornasse o uso da tecnologia em sala de aula uma realidade. O Brasil tem péssimos números quando o assunto é a qualidade do ensino básico. Há, portanto, que se criar um ambiente educacional mais interessante e mais dinâmico, sob pena dos alunos continuarem preferindo utilizar seus celulares, tablets e afins.

Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/aluno-processa-professor-por-celular-retirado-em-sala-de-aula-perde-12718573#ixzz33maqFFdl

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